terça-feira, 29 de maio de 2012

TRIBAL GENERATION. De Uberlândia, Brasil, para o mundo todo!

 



O QUE É? Tribal Generation é um movimento social que tem por objetivo estabelecer relacionamento entre pessoas, grupos, tribos urbanas e organizações que desenvolvem trabalhos de mobilização de grupos sociais visando a sua integração social, a vivência cidadã, numa perspectiva cristã não religiosa sectária ou exclusivista, para uma melhoria do bem estar social e da qualidade de vida na comunidade onde estão inseridas.

COMO É? O Tribal Generation funciona como um agregador e um promotor de fóruns que reúne essas pessoas e organizações buscando o ambiente onde cada um exponha com arte e criatividade a sua visão e estratégia de atuação social, discutindo os problemas da comunidade e fomentando ainda a formação de parcerias, cooperação e ajudas em projetos de interesse comum. 



PORQUÊ? Acreditando que é tarefa de todo cidadão viver em sociedade, através do exercício da sua cidadania cooperando para o desenvolvimento equalitário e fraterno da sociedade de modo a proporcionar mais qualidade de vida a todos os seus concidadãos, pela construção de uma sociedade mais justa e solidária, o movimento Tribal Generation existe para conscientizar e mobilizar pessoas – sobretudo jovens - com arte, criatividade, despertando nelas uma consciência solidária, para que possam cumprir na plenitude o seu papel social. O movimento reconhece o fenômeno sociológico das tribos urbanas, valoriza-as, mas incentiva-as à integração e engajamento e não a sua marginalização ou isolamento.

HISTÓRICO 

O Tribal Generation vem trabalhando desde 2000. Essa visão nasceu na Inglaterra, Reino Unido, porém foi trazido para o Brasil e aqui, tem encontrado eco no meio dos jovens e levado o movimento a alcançar vários países da América Latina – a partir da cidade de Uberlândia. Foi à partir da nossa cidade, que o movimento tem ganho a projeção global que o notifica.

Desde 2000, todo ano o Tribal Generation realiza encontros e fóruns de pessoas e grupos organizados ou não, interessados em promover valores, tais como o respeito pela vida humana, a participação política e social, a defesa dos direitos individuais, uma consciência cristã, a valorização e a promoção da vida, através de: música, dança, artes plásticas, esporte, comunicação, fotografia, capelania, dentre várias outras manifestações, expressões artísticas e frentes de trabalho. 





Só no Brasil, já foram 20 encontros, entre eles:

Uberlândia (2001, 2002, 2003 e 2004, 2010) Rio de Janeiro (2005) Brasília (2005) Uberlândia – 1º Encontro Global (2006) Belo Horizonte (2007) Goiânia (2007) Uberlândia – 2º Encontro Global (2008) Florianópolis (2009) São Paulo (2009) Salvador (2009) Vitória (2009)

E neste ano de 2012 teremos o 4º Encontro Global, na cidade de Uberlândia.






ABRANGÊNCIA

Além de todos os encontros que já aconteceram no Brasil, o Tribal Generation já aconteceu em outros países da América Latina, Do Norte, Europa, Leste Europeu, Ásia e África.

Na América do Sul, o Tribal Generation possui facilitadores em países como:

Equador Peru Bolívia Colômbia Paraguai Chile Venezuela

Na América Central e do Norte, o Tribal Generation já realizou encontros ou reuniões de parceiros em Cuba e no México.

Além disso, já tivemos encontros e reuniões de parceiros no Japão, Portugal, França, Inglaterra, República Tcheca, Estados Unidos dentre outros.

Existem hoje duas Escolas de Plantadores de Igrejas em pleno funcionamento na Europa (com professores nacionais e do Brasil) – Portugal e Inglaterra. 



E além do tudo e muito mais, tem MUITA MÚSICA, LOUVOR e ADORAÇÃO!





Conheça mais na página oficial do evento no Facebook e concorra a prêmios e a uma ida ao evento totalmente sem custo, incluindo: ingressos, passagem, hospedagem e camisa de staff dando acesso total ao evento e possibilidade de trabalhar com as bandas!



  
 






Por Rubinho Pirola


quinta-feira, 24 de maio de 2012

A INSUSTENTÁVEL DUREZA DO SER



Por Jofre Garcia
Ter o coração de pedra, infelizmente é uma das características mais marcantes da raça humana, e por conta dessa condição natural frutificam outros desagradáveis aspectos de sua natureza, sobressaindo a arrogância, a prepotência, a estranha mania de seu endeusar, mesmo se sabendo um mero e fatídico mortal.
A nossa ignorância é arrogante e o nosso conhecimento é prepotente.
Quando por conta das eras onde as superstições reinaram e a ciência era castrada por dogmas e paradigmas, apontávamos para o nosso umbigo como o centro do universo. Sol, lua, constelações, todo o infinito nos velava em meio ao eterno bailado cósmico.
Mesmo que no eu meio existencial estivesse carregado dos simbolismos e da presença religiosa dita cristã, era para si mesmo que ele apontava. Antropocentrismo subterfugiado na sacralidade das artes, dos temas e da vida.
Era a religião como esconderijo para a podridão do coração do homem.
Mas vieram os séculos de luzes, descobertas, conhecimentos e técnicas mecânicas onde tudo que era espiritualizado foi relegado a uma fase de obscurantismo da mente humana.
Porém, no lastro desse desenvolvimento científico, filosófico, social e político veio à prepotência indisfarçável do ser humano em se achar capaz de seu próprio deus. O homem descobriu a natureza de muitas coisas e muito de sua própria natureza, tornou-se capaz de explicar fenômenos e mistérios antes insondáveis, abriu caminhos em estradas outrora impossíveis, e chegou a lugares aonde só em sonhos ou nos contos e lendas se chegavam.
Com isso, criamos uma atmosfera divina sobre nós e queremos redimensionar o Deus Eterno dentro de nossas vontades e desejos, existindo no patamar de nossas idéias e definido pelo nosso direito de consumidor-adorador.
É o antropocentrismo subterfugiado em nossa verborréia filosófica, teológica, psicológica ou científica transportando o ser humano para posições que não lhe pertence.
No âmago de tudo isso estará sempre a raiz do pecado que pôs no coração do homem a usurpação ao Ser de Deus, além de concretizá-lo com uma dura rocha para crer no que é Eterno e Imortal, Invisível, mas Real.
Pecado que faz teólogos escorregarem na cascas podres de frutos perversos, pois na ânsia dos holofotes, guiados por frustrações pessoais não curadas, pela incapacidade de entender o que de Deus se permitiu conhecer, renega as mais centrais e coerentes fundamentações definidas por Cristo, Jesus.
Se há salvação além de Jesus Cristo?
Existe?
O que sei e que sinto e que vejo com a alma é Jesus, a personificação da salvação na encarnação.
O que me é revelado e transcendentemente imana em meu finito ser é Jesus, verdade, caminho e vida por quem e por onde se chega ao PAI.
Sei apenas dessas coisas.
Coisas simples, eu sei.
Mas, não as troco pelas acuradas elucubrações teológicas – filosóficas dos perderam até o prumo de se caminhar na fé, e inventam fé para desacreditar a fé que nos foi dada pelo Autor e Consumador da Fé.
Desculpem senhores mestres do saber, em si mesmados, mas eu os rejeito, mesmo que as dezenas de séculos de desenvolvimento humano me persigam, se for para trocar Cristo por “revolucionárias idéias”, eu as considero esterco, pois prefiro estar com Cristo, que habitar nas tendas da perversidade.
Pois o ser humano (sem Cristo) carrega em si a insustentável dureza de seu pétreo coração.
(Usando um trocadilho com o título do best sellers de Milan Kundera – A insustentável leveza do ser)
N’Ele, único caminho para salvação.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Por que devemos ganhar almas?


  Por que devemos ganhar almas?

 1-Porque Cristo quer.

 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Marcos 16:15

 Pode um crente lavado no Sangue de Jesus recusar-se a esse pedido?
 Só queremos receber ou estamos prontos a dar?
 Abrismos o nossos coraçães para as maravilhas de JOÃO 3:16 e fechamos as responsabilidades em I JOÃO 3:16?

 Dizemos que estamos ocupados ou enfadados?
 Estavam ocupados nos céus, de forma que Jesus não podesse descer e nos redimir?
 Estava Jesus muito cansado, sentado perto da fonte de Jacó, para falar as palavras que levou um povo de uma vila a Deus?
 Estava ocupado demais com a multidão, a ponto de não ouvir o clamor do cego Bartimeu?
 Estava com muita pressa para não responder ao desejo da mulher que O tocou entre o povo?
 Estava com pressa demais para não ouvir os 10 leprosos, entrada?
 Nós, que já O recebemos, estamos fazendo como os 9 que não voltaram para glorifica-lo!
 Mesmo na cruz, pagando por nossos pecados, não estava ocupado demaispara atender ao um ladrão.

 2-Porque somos devedores.

 O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.
Salmos 37:21
 Muitos tem uma consciência sensível a pagar toda a divida, mas esquecem que todo crente tem uma divida com o proximo.
Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.

E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.
Romanos 1:14-15
Quando recebemos o Evangelho, nos tornamos devedores e devemos entregar o mesmo Evangelho ao próximo.
Paulo ficava livre do sangue do próximo, só quando lhe anunciava o Evangelho.

Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.
Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus
Atos 20:26-27

Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
Ezequiel 3:18

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
1 Coríntios 9:16

Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.
Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 25:26-30

3- Porque as almas estão perdidas.

Os que andam na estrada larga chegarão á destruição.
Algums andam nela propositalmente, mas outros porque não conhecem a "a estrada que conduz a vida".
Mas, todos que andam nela estão perdidos.
Não devemos nos ficar na estrada do Caminho que nos leva para o céu e convidar os homens a andarem conosco?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Religião é uma droga?

 
“Religião é um excelente meio de manter as pessoas comuns calmas”.
NAPOLEÃO BONAPARTE

Karl Marx tinha suas razões para classificar a religião como o ópio do povo. Quando a religião serve a agendas políticas, a interesses ideológicos de subjugação econômica, com o fim de domesticar e dominar as massas, então, de fato, ela se torna numa poderosa droga.

As duas bestas do Apocalipse nos revelam a dinâmica existente entre os poderes secular e religioso. A Besta que emerge do mar representa o poder do Império Romano, que busca consolidar-se perante as camadas populares através do respaldo da Besta que vem da Terra, o poder religioso. Esta Besta tinha a aparência de um cordeiro, “mas falava como dragão” (Ap.13:11b). As duas bestas se acasalam, provendo a união entre Religião e Estado, entre o que se convencionou chamar de poder temporal e poder atemporal.

A experiência vivida pelo Império Romano tem sido repetida ao longo dos séculos. Os poderosos buscam legitimar seu domínio através da Religião, e a Religião busca consolidar-se através do apoio dos poderes constituídos.

O Cristianismo ía bem, expandindo-se por todos os rincões, até que o Imperador Constantino resolveu anunciar sua conversão. A partir daí, o Cristianismo deixou as camadas populares, para habitar nos palácios. O que parecia um avanço foi, na verdade, um irreparável retrocesso. Por mais de mil anos, a Igreja, antes subversiva, andou de mãos dadas com o Estado, desviando-se tanto da doutrina, quanto da práxis apostólica.

A Reforma Protestante resgatou, pelo menos parcialmente, a autonomia da igreja. Digo parcialmente, pelo fato de hoje, algumas igrejas consideradas reformadas serem igrejas oficiais em seus respectivos países, como no caso da Igreja Presbiteriana na Escócia, a Luterana, mantida pelo Estado Alemão, e a Igreja Anglicana, que mantém sua subserviência à Coroa Inglesa.

E por aqui, do lado de cá do Equador, as coisas não estão muito diferentes. A cada dia assistimos à aproximação das igrejas evangélicas do Poder Público. Pastores e Bispos trocam seus púlpitos por uma cadeira no Parlamento.

Quem tem um pouco de conhecimento de História tem a sensação de já ter visto este filme antes. E sabe muito bem aonde isso vai parar.

Lutero dizia que Deus usa dois braços no Governo do Mundo: o braço esquerdo é a Lei, e representa o Estado; o braço direito é a Graça, e representa a Igreja. Ora, se esses dois braços se cruzarem, não poderão trabalhar livremente. Governo e Religião precisam manter a distância entre si. Diálogo, tudo bem. Comprometimento, jamais. A Igreja deve comprometer-e com a Justiça, com o bem-estar do ser humano, mas não com uma agenda política em particular.
Se o Brasil continuar neste caminho, corremos o risco de em breve termos que conviver com uma espécie de Talibã Evangélico.

A Igreja, enquanto instituicão, pode e deve ajudar ao Estado em seus projetos sociais. Mas não deve comprometer-se partidária ou ideologicamente. Isso seria um suicídio.

Mantendo certa distância, a Igreja preserva sua autonomia para desempenhar seu ministério profético, denunciando os erros e abusos do Estado, e trabalhando livremente nas áreas em que lhe falte competência ou eficiência.

Se cristãos sinceros e íntegros demonstrarem alguma vocação política, não vejo qualquer razão pra que eles não devam envolver-se no processo político. Mas eles devem responder por si, e não falar em nome de uma denominação religiosa.

De fato, precisamos de políticos cristãos, comprometidos com os valores do Reino de Deus. O que não precisamos é de quem represente a igreja na política. O advogado da igreja é Cristo.

Um político cristão deve lutar pela causa dos menos favorecidos, dos excluídos, da Justiça Social, da Educação, e não pelos interesses de um grupo, ou de uma denominação.

Geralmente, a chamada bancada evangélica parece muito mais preocupada com questões de cunho moral, como aborto, casamento homossexual e liberação de drogas. Infelizmente, tais pautas são usadas apenas com fins marketeiros, e para justificar perante os eleitores a sua atuação. São, de fato, bois de piranha, para desviar a atenção da opinião pública das falcatruas cometidas em suas legislaturas.

Dificilmente encontramos um político evangélico que demonstre preocupação sincera com questões sociais, como uma distribuição de renda mais justa e a reforma agrária.

Vergonhosamente, a maioria deles está lá para lutar por concessões de TV e de Rádio, por verbas de programas sociais, e principalmente, por cargos.

É por essas e outras que, na classe política, ninguém leva a sério a igreja evangélica. Ela é vista apenas como um vigoroso curral eleitoral.
Tempos atrás, assisti a uma entrevista de um bispo-senador evangélico, que defendia que uma determinada verba destinada à Cultura, deveria ser usada na reforma de igrejas. A igreja de Cristo jamais precisou de verba do Estado. Ela é dignamente mantida pelas contribuições de seus fiéis. Tirar verba da Cultura para investir na igreja é, no mínimo, um motivo de chacota para os incrédulos.

Não são poucos os casos de políticos, discípulos de Constantino, que ensaiam uma conversão fajuta ao Evangelho às vésperas das eleições. O povo cristão precisa deixar de ser ingênuo, e parar de acreditar nesses políticos hipócritas, que nada mais querem, senão aproveitar do seu potencial eleitoral.

Escândalos envolvendo políticos evangélicos só servem para afetar a credibilidade da mensagem do Evangelho. “Ai de onde vêm os escândalos”, advertiu Jesus.

A Igreja de Jesus não deve ser usada para se alcançar objetivos políticos. Ninguém está apto a exibir procuração pra falar em nome da igreja nos ambientes político-partidários.

Cada membro do Corpo místico de Cristo deve exercer sua cidadania com consciência, e jamais votar em alguém simplesmente por ter sido indicado por seu líder religioso.

Faz-se muito terrorismo psicológico para forçar os cristãos a votarem no candidato apoiado pela denominação. Fala-se em casamento homossexual, como se a igreja fosse obrigada a realizá-lo, caso tal lei tramitasse e fosse aprovada pelo Congresso Nacional. Se o pastor se negasse a celebrar tal boda, seria preso, enquanto a igreja teria suas portas cerradas. Quanta imaginação! Tudo para convencer os crentes a darem seu voto ao candidato comprometido com a “visão” da igreja. Que visão é essa? Expansão do Reino de Deus e de sua justiça? Não! Expansão dos negócios da denominação. Infelizmente, esta tem sido a verdade, quase que sem exceção
Poucos políticos evangélicos têm demonstrado compromisso com a agenda do Reino de Deus.

Alguns estão mais comprometidos com a ideologia partidária, do que com o Reino e a sua justiça.

Em vez de fazerem da Bíblia o seu livro de cabeceira, preferem “O Príncipe” de Maquiavel, de onde aprendem que os fins justificam os meios.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A forma...




 
A forma...

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2


Antes de iniciar este estudo é extremamente relevante considerar dois pontos principais do assunto em questão que está relacionado ao texto supracitado e mais precisamente na parte a – E não vos conformeis com este mundo.
Para melhor compreensão destaco as expressões: CONFORMEIS e ESTE MUNDO.
Conformeis – Do grego SYSCHÉMATIDZÓ ou SUSCHEMATIZO que significa moldar de forma (ou modo) semelhante; conforma=se ao exemplo de outro.
Imagine comigo uma massa de bolo ou até mesmo de pizza em cima de uma mesa. Ali, assim, deste jeito, é apenas um monte de massa, mas quando você usa uma forma e assa o bolo, como ficará esta massa? Ficará, sem dúvida, conforme o tabuleiro (ou forma) utilizado, não é verdade?
Se quisermos fazer um bolo redondo deveremos, então, utilizar-se de uma forma redonda, de igual modo se quisermos um bolo retangular então usaremos uma forma neste formato. Se alguém fala que faz bolo redondo em forma quadrada me avise para que passar bem longe... do bolo é claro J.
Este mundo – Ou deste século, expressão grega AION e seu significado é era ou época. Este conhecimento é importante para que aquela vozinha oprimidinha que vem nos perturbar diga que, que no caso da versão este século, diga: “Não se preocupe, este texto era para aquele século”. Misericórdia irmão! Imagine Paulo escreveu esta carta aproximadamente entre os anos 58 a 60 d.C., primeiro século d.C. e desde os dias de Noé a maldade do homem só aumenta (Gen. 6:5a, 11 – 13) então, esta expressão ficará melhor entendida se a lermos como não seguir o padrão desta era, ou do nosso tempo.
Percebemos que neste texto o sentido, ou o verbo está conjugado no presente imperativo e conforme o dicionário Sacconi é uma expressão de ordem.
Refletindo sobre isto podemos perceber que nós, seres humanos, sempre tomamos forma de alguma coisa ou algo que contemplamos incessantemente.
O alerta a nós deixado é que não devemos nos conformar com aquilo que nossa época ou era a ponto de nos esquecer de quem somos e temos em Cristo Jesus.
Como “massa” nós iremos tomar a forma daquilo pelo qual estamos nos permitindo ser encaixados.
Quem tem sido influenciado na relação cristão (filho(a) de Deus) x mundo? Quem está querendo ficar mais parecido com quem?
Uma pergunta interessante é: Somos crentes estilo 007? Somos crentes polícia secreta?
No meio militar existe uma expressão muito interessante chamada pagar embuste, e o que isto significa? Pagar embuste é no popular “ficar tirando onda”, no caso, querendo representar algo ou refletir algo exteriormente que não reflete o seu interior, afinal como pode alguém ter o novo espírito e continuar a refletir as mesmas coisas sem que passe pelo processo de transformação?
Para finalizar este estudo quero trazer uma reflexão interessante do primeiro capítulo do livro de Josué, antes de tudo ter início, podemos assim chamar, o ministério de Josué o Senhor trouxe uma instrução, você sabe qual é?
MEDITA!
Aquele que medita reflete e traz para si a verdadeira sabedoria e somente desta forma poderá ser vencido em nós as tantas oportunidades que nos é oferecida para estarmos conforme o mundo.
Este texto então no chama a que? A uma consagração a Deus. Nos leva a uma vida de mudança interior, mudança de caráter, mudança de atitude, mudança no falar, no pensar, no agir e no sentir. É muito importante que a Palavra de Deus seja o centro de nossas vidas e assim, não por palavras mas por atitudes, pessoas se achegarão a nós e desejarão viver a vida de Cristo como nós vivemos.

Em Cristo,
Fausto Madeira.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A MENTE e a MENTira

 
lingua do inferno






















 

 
 
 
 
 
 
 

Assim como a Verdade é o Filho de Deus, a Mentira é a filha do Diabo (Jo.8:44), e como tal, é a cara do pai.

É mais fácil conviver com pessoas que tenham qualquer outra deficiência de caráter do que conviver com o mentiroso. Ninguém é mais perigoso que ele. E o pior que aos poucos ele vai se aprimorando na arte de mentir, até tornar-se num mentiroso compulsivo e contumaz, capaz de enganar a si mesmo e a todos ao seu redor.

Quando exposto à luz, fica logo nervoso, perde a linha, porque não suporta a verdade. Quer tirá-lo da linha, chame-o de mentiroso. Está mais preocupado com a sua imagem, a fim de manter a credibilidade e continuar enganando.

Nem todos os mentirosos mentem descaradamente. Alguns são mais sofisticados, e preferem usar meias-verdades, ou dissimulações. Sempre que usam tais artifícios, é para salvaguardar sua imagem ou levar alguma vantagem.

Todo mentiroso tem seus cúmplices. E o que ele não percebe é que eles são os primeiros a questionarem sua integridade quando suas mentiras lhes atingirem de alguma maneira. Por exemplo: o pai que mente a idade do filho para pagar meia-entrada no cinema. O dia que resolver menti para o filho, este será o primeiro a contestá-lo. Se sua esposa lhe ajuda a mentir, ela será a primeira não acreditar em você.

Mas há os que mentem juntos até a morte. Vivem um casamento de mentira, um ministério de mentirinha, um embuste. O livro de Atos dos Apóstolos nos revela a história de um casal de mentirosos, Ananias e Safira. Um dava cobertura ao outro. Infelizmente, não se arrependeram de seu engodo e acabaram fulminados.

A vida do mentiroso não é fácil, pois cada mentira equivale a um remendo numa roupa velha. Quando o rasgo é exposto, tem que fazer um remendo maior para cobrir o anterior. E assim, ele vai vivendo, de mentira em mentira, até o dia do grande rombo, quando tudo vem à tona.

Deus detesta tais expedientes. Entre as coisas abomináveis aos Seus olhos está a “língua mentirosa”, juntamente com “o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:17-19). Por isso se diz que o que usa de engano não ficará em Sua casa (Sl.101:7).

O mentiroso não consegue manter amizades por muito tempo. Seus amigos são sempre substituídos por novos, porque os relacionamentos sofrem desgastes por causa de suas mentiras. Mesmo familiares preferem manter certa distância. Não suportam vê-lo se gabar daquilo que não possui.

Sem dúvida, o maior mentiroso é aquele que consegue enganar a si mesmo. Paulo nos garante que “os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm.3:13). Suas mentiras lhe soam como verdades. É o mentiroso sincero, mas não inocente aos olhos de Deus. Paulo admoesta: “Ninguém se engane a si mesmo” (1 Co.3:18). Tal exortação é um eco das encontradas ao longo das Escrituras, como a que denuncia àqueles que “se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4). Para chegar a este ponto, a pessoa teve que passar por treinamento intenso, enganando a outros. Enganar a si mesmo é a última fronteira atravessada pelo mentiroso. Uma espécie de pós-graduação em mentirologia.

Mas como tudo o que semeamos, um dia colhemos, chega a um ponto em que o mentiroso é vítima de sua própria astúcia. Um dia ele acaba se entregando sem querer. É só prestar bastante atenção em seu discurso, para perceber sua incoerência.

Não se deixe conduzir por quem usa de engano. Você cairá no mesmo abismo que ele. “Oh! povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas” (Is.3:12b).

Se você ama a um mentiroso, trate de confrontá-lo para que se arrependa e não minta mais. Não tape o sol com a peneira. Não tente fingir que acredita em suas dissoluções. Enfrente-o! Seja ele seu cônjuge, seu filho, seu pastor, seu amigo, seu chefe.

Cuidado! Um dia você poderá ser vítima de sua peçonha. Se ele não poupou alguém que dizia amar, não poupará você quando se vir ameaçado.

Cuidado com o que você diz perto dele. Tudo poderá ser usado contra você de maneira distorcida. Afinal de contas, ele sabe jogar com as palavras, sabe dissimular, transformar verdades em mentiras e vice-versa. O que foi dito em forma de brincadeira, será contado como se fosse dito de maneira séria. Comentários em off, serão lançados contra o ventilador para tentar sujar sua reputação. O que ele quer é que você fique mal na fita, enquanto sua própria imagem seja realçado, como se fosse um herói. Até palavras que ele mesmo disse, serão atribuídas a você… Portanto, cuidado! Peça que Deus ponha um guarda à porta de sua boca (Sl.141:3). Lembre-se que “o hipócrita com a boca danifica o seu próximo” (Pv.11:9).

Alguns perderam totalmente o temor de Deus, sendo capazes até de jurar por Ele, para dar peso às suas mentiras (Sl.24:4). Sua consciência está cauterizada. Por isso se diz que tais pessoas “mentem que nem sentem”. Em vez de mentiras localizadas, suas vidas foram tomadas de mentiras generalizadas, como um câncer que se nega a retroceder.

E antes de difundir algo, procure ouvir as partes envolvidas para que você não corra o risco de ser injusto e cúmplice de uma mentira. Adotar a mentira dos outros é como adotar um filho do diabo, pois afinal, ele é o pai da mentira.
 
 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Fora da BELEZA não há SALVAÇÃO






Por Hermes C. Fernandes



“A beleza salvará o mundo.” Fiodor Dostoievski

“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...” Tom Jobim e Vinícius de Moraes


“Pela beleza sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus.” Efésios 2:8



Soou estranho pra você, não? O correto não seria “pela graça sois salvos…”? Pois é, pois é, pois é… como diria a Ciquinha do Chaves. Permita-me explicar: A palavra grega traduzida por “graça” no Novo Testamento é charis, equivalente ao vocábulo hebraico chen, encontrado no Antigo Testamento. O conceito por trás desta palavra é riquíssimo, e geralmente tem sido definido como “favor imerecido”. Apesar de correta, esta definição não dá conta de encerrar todo o seu sentido. Do ponto de vista ético, graça é sinônimo de gratuidade pura. Deus resolveu tratar-nos da maneira como não merecemos, sem exigir absolutamente nada em troca. Em resposta à Sua iniciativa, fazemos da gratidão nossa motivação e base de nosso relacionamento com Ele. Toda a ética cristã jorra daí. Qualquer bem que façamos não tem a pretensão de tornar-nos merecedores da salvação, mas tão-somente de demonstrar nossa gratidão por tão grande salvação. Em outras palavras, nossas boas obras não são a causa de nossa salvação, e sim a sua consequência natural. Evito pecar, não pra ser salvo, mas porque sou salvo. A salvação não é fruto dos esforços humanos. Não é conquista que se deva creditar aos homens. Ela é obra inteiramente de Deus. Ele entra com 100%. Isso não é belo? Percebe a poesia por trás desta preciosa doutrina?

Devo confessar que o que mais me atrai no Cristianismo é a sua poesia. Tudo soa tão belo, tão romântico, tão sedutor. Prescindir da beleza é tornar-se num religioso petrificado, feito mármore fria, desprovida de qualquer sinal de vida. Em vez de estética, nossa espiritualidade é estática, contrariando assim a célebre definição de Gotthold Lessing de que "a graça é a beleza em movimento".  Não se pode engessá-la, cristalizá-la, reduzi-la a um conceito teológico frio. Infelizmente, a teologia ocidental tornou-se tão racional, que perdemos de vista a beleza por trás de seus enunciados doutrinários. O aspecto ético deve fazer-se acompanhar do fator estético, sob pena de perder seu poder atrativo. O que é bom, também é belo. O profético também é poético.

Logo depois de afirmar que somos salvos pela graça, Paulo prossegue em seu raciocínio alegando que a salvação não poderia ser pelas obras, a fim de que não nos gloriássemos nisso. Se a salvação dependesse de nossas obras, logo teríamos razão para nos vangloriar, e isso retroalimentaria nosso orgulho, pai de todos os pecados. Para que este ciclo fosse interrompido, a salvação teria que ser 0800. Em seguida, Paulo complementa: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). Neste trecho, a palavra traduzida por “feitura” (que lembra feiúra, rs) é poiēma, que significa poema. Portanto, na mesma passagem em que Paulo diz que fomos salvos pela beleza da graça, ele também afirma que nossa vida é um poema composto por Deus. Cada estrofe deste poema já foi escrito muito antes de nascermos. Nossa existência terrena é apenas a declamação deste poema. Quanta beleza nesta afirmação, não acha? Foi com isso em vista que Davi declarou que todos os nossos dias foram escritos no livro de Deus, sem que nenhum deles existisse (Salmos 139).

A vida não é um acidente de percurso. As coisas que nos sucedem não são aleatórias, frutos do acaso. Somos a declamação do poema de Deus.

Definitivamente, somos salvos pela beleza. A fé, que opera em conjunto com o amor, oferece-nos os óculos bifocais pelos quais enxergamos a vida em todo seu esplendor.

O pecado furou nossos olhos. Cegos, tornamo-nos incensíveis à beleza da criação, e por conseguinte, à beleza do Criador nela expressada. Na ânsia por beleza, auxiliados pela graça comum, os homens criaram as artes, na tentativa de enxergar alguma ordem no caos, e encontrar sentido para a vida.

Em cada traço esboçado numa tela, em cada nota musical de uma canção, em cada cena de uma peça teatral, em cada passo de dança, tentamos convencer-nos de que a vida é bela, e que vale a pena retratá-la em nossa arte.

A visão e a audição são os dois sentidos usados nesta busca por beleza. E quando a encontramos, sentimo-nos atraídos, ávidos por devorá-la. Às vezes cedemos às lágrimas, arrepiamos os pelos dos braços, sentimos o coração acelerar. A beleza nos soa como um irrecusável convite, a cheguemo-nos à sua fonte, e saciemo-nos por completo. A fonte de toda beleza é, coincidentemente, a fonte de todo o bem e de toda a verdade: DEUS, o supremo artista.

Davi, o habilidoso salmista, viu-se seduzido pela suprema beleza, e confessou:

“Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo.”

Salmos 27:4
De todos os pedidos possíveis, Davi concentrou-se num único que verdadeiramente importava. Ele poderia ter pedido a derrota de seus inimigos, a prosperidade do seu reino, a estabilidade de sua coroa, mas em vez disso, ele pede para morar na casa do Senhor, lugar onde habita a beleza em sua plenitude. Um lugar de beleza encravado em um mundo repleto de feiúra. Um lugar de harmonia num mundo onde impera o caos.
Onde seria esta “casa do Senhor” em que poderíamos embriagar-nos da Sua formosura? Qual o seu endereço? Seria algumas das suntuosas catedrais cujos endereços aparecem nos rodapés dos programas evangélicos que abundam em nossa TV? Absolutamente, não. Mesmo porque, Deus não habita em templos feitos por mãos. Será, então, que o google nos forneceria tal endereço? Tente e depois me diga. Certamente você se desapontará.

Se quisermos uma pista de onde podemos habita a beleza plena, devemos buscá-la nas Escrituras.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

João 1:14
A Palavra Eterna, pela qual Deus fez todas as coisas, desceu de Sua glória e tornou-se carne e osso. A prosa divina fez-se poesia. Deus veio habitar conosco. Elegeu-nos como Seu novo endereço no Universo. Que os anjos atualizem os dados de sua agenda. Ele agora é um de nós, mora conosco, respira nosso ar, bebe nossa água, dorme nosso sono, e chega ao ponto de experimentar o auge da experiência humana: a morte. Pra isso, teve que esvaziar-Se das prerrogativas divinas, abdicar-Se do uso de Seus atributos, a fim de que Sua experiência humana fosse autêntica e não uma fraude. Apesar de vazio, apresentou-Se cheio de graça (beleza) e de verdade.

Cerca de 700 anos antes de Sua encarnação, Isaías anteviu Sua rejeição.

“Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

Isaías 53:2-5
Mesmo cheio de “beleza e glória”(Is.4:2), fomos incapazes de enxergá-la N’Ele, e justamente por isso, não O desejamos. Nossa fome por beleza permanecia. Ele parecia incapaz de saciá-la. Nossos sentidos nos enganaram, pois o pecado os embotou. Rejeitamos a única esperança que nos restava. Desprezamos a última oferta feita pelos céus. Porém, Deus não desistiu de Sua obra. O poema composto na eternidade teria que ser declamado, nem que isso Lhe custasse a própria vida. E custou. Sua morte trouxe melodia ao Seu poema, tornando-o numa épica canção de amor.

Repare que em Apocalipse 4:11, os vinte quatro anciãos que cercavam o trono dizem “digno és, Senhor nosso Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existem e foram criadas”. Já no capítulo seguinte, quando Cristo Se apresenta como Aquele que poderia romper os selos que impediam que o Livro de Deus fosse aberto, lemos que esses mesmos seres “cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos, porque foste morto,e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação” (Ap.5:9). Foi a Cruz que introduziu melodia ao poema. E há quem pense que a Cruz foi um improviso, uma espécie de plano B. A Criação é o poema. A Redenção é a canção. E o resultado final da obra é uma sinfonia. Duas peças musicais se fundem e formam o Grand Finalle. Foi isso que João viu e descreveu. Seres que tinham nas mãos as harpas de Deus, “cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus, todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos” (Ap.15:3-4).

Não há o que temer. A última estrofe da canção já foi composta. Todo joelho se dobrará. Toda consciência se renderá. Toda língua declarará seu amor ao Criador e Redentor de todas as coisas. A insinuante beleza revelada em Cristo prevalecerá. A injustiça, feiura e a mentira, serão vencidos pelo poder do bem, do belo e do verdadeiro. Preparado para o espetáculo?


sexta-feira, 2 de março de 2012

A TAXA !


A Taxa Camarae do Papa Leão X (1513-1521)

Um dos pontos culminantes da corrupção humana

A Taxa Camarae é um tarifário promulgado em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice.
Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro.
Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, ou abortado, desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.

“ 1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras e 12 soldos.

2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras e 15 soldos.

3. O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras e 8 soldos.

4. A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregue a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras e 15 soldos.

5. Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.

6. Para todos os pecados de luxúria cometidos por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.

7. A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.

8. A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.

9. A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.

10. Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.

11. O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido mediante o pagamento de 2 libras.

12. Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido (observação do autor do livro)]; caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.

13. A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.

14. Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.

15. Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e 6 dinheiros.

16. O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos restantes.

17. O bispo ou abade que cometa homicídio por emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição, 179 libras e 14 soldos.

18. Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras e 15 soldos.

19. O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos e 9 dinheiros.

20. O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.

21. A licença para instalar pontos de venda de vários géneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.

22. O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.

23. A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades ou monjas autorização de comer carne e lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.

24. O convento que quiser mudar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.

25. O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.

26. O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.

27. O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.

28. O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.

29. O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.

30. O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.

31. Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.

32. Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.

33. Os eunucos que quiserem entrar nas ordens, pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.

34. Quem, por simonia, (compra ou venda ilícita de benefícios eclesiásticos) quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.

35. Quem, por ter quebrado um juramento, quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 libras e15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.”


No entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por ser o protagonista da história do pontificado mais brilhante e talvez o mais perigoso da história da Igreja.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um Manifesto por JESUS


 


 Os cristãos fizeram do evangelho tantas coisas... tantas coisas além de Cristo.

Jesus Cristo é o ponto gravitacional que une todas as coisas e dá a elas significado, realidade e sentido. Sem ele, todas as coisas perdem seu valor. Sem ele, todas as coisas são nada, nada além de pedaços deslocados flutuando ao redor do espaço.

É até possível considerar uma verdade espiritual, valor, virtude ou dom, ainda que se esqueça a Cristo... que é a personificação e encarnação de toda verdade espiritual, valor, virtudes ou dons.

Busque uma verdade, um valor, virtude ou um dom espiritual em si mesmo, e você vai encontrar algo morto.

Busque a Jesus, abrace a Jesus, conheça a Jesus, e você terá chegado a ele que é Vida. E nele reside toda Verdade, Valores, Virtudes e Dons em cores vivas. Beleza que tem significado na beleza de Cristo, em quem encontramos tudo que nos faz amorosos e amáveis.

O que é o Cristianismo? É Jesus. Nada mais, nada menos. Cristianismo não é uma ideologia. Cristianismo não é uma filosofia. Cristianismo são as “boas novas” de que Beleza, Verdade e Bondade são encontradas em uma pessoa. A comunidade bíblica foi fundada e é encontrada na conexão com esta pessoa. Conversão é mais do que mudança na direção; é uma mudança na conexão. O uso de Jesus da palavra Hebraica shubh, ou no seu equivalente Aramaico, que chamamos de “arrependimento” não implica em ver Deus de uma distância, mas entrar em um relacionamento em que Deus é o comando central da conexão humana.

A esse respeito, nós sentimos uma desconexão enorme na igreja hoje. Para isso é esse manifesto.

Nós cremos que a maior doença da Igreja hoje é DDJ: Distúrbio da Deficiência de Jesus. A pessoa de Jesus tem se tornado cada vez mais politicamente incorreta, mas tem sido também substituída pela linguagem da “justiça”, “reino de Deus”, “valores” e “princípios de liderança”.

Nessa hora, o testemunho a que sentimos a que Deus nos chama é de levantar centros da primazia do Senhor Jesus Cristo. Especificamente...

1 – O centro e circunferência da vida Cristã é nada mais do que a pessoa de Cristo. Todas as outras coisas, incluindo coisas relacionadas a ele e sobre ele, são obscurecidas pelo sinal da sua importância sem par. Conhecer Jesus é Vida Eterna. E conhecer a ele profundamente, densamente e em realidade, assim como experimentar das suas inescrutáveis riquezas, é a maior busca de nossas vidas, assim como o foi para os primeiros Cristãos. A intenção de Deus não tinha tanto a ver em consertar coisas que estavam erradas nas nossas vidas, mas sim, nos encontrar em nossa fragmentação e nos dar Jesus.

2 – Jesus Cristo não pode ser separado de seus ensinamentos. Aristóteles disse a seus discípulos, “Sigam meus ensinamentos”. Sócrates disse a seus discípulos, “Sigam meus ensinamentos”. Buda disse a seus discípulos, “Sigam minhas reflexões”. Confúcio disse a seus discípulos “Sigam o que disse”. Maomé disse a seus discípulos, “Sigam meus pilares”. Jesus disse a seus discípulos, “Sigam-me”. Em todas as outras religiões, um seguidor pode seguir os ensinamentos de seu fundador sem ter nenhum relacionamento com seu fundador. Isso não acontece com Jesus Cristo. Os ensinos de Jesus não podem ser separados da pessoa de Jesus. Jesus Cristo está vivo e ele personifica seus ensinamentos. É um equívoco muito grande , então, tratar Cristo como simplesmente um fundador com uma série de ensinamentos morais, éticos ou sociais. O Senhor Jesus e seus ensinamentos são um. O Meio e a Mensagem são um. Cristo é a encarnação do Reino de Deus e do Sermão do monte.

3 – A grande missão de Deus e seu propósito eterno na terra e no céu converge em Cristo... tanto o Cristo individual (a cabeça) como o Cristo corporativo (o corpo). Esse universo se move para um objetivo final – a plenitude de Cristo, onde Ele irá preencher todas as coisas com ele. Ser realmente missional, então, significa construir uma vida e seu ministério em Cristo. Ele é tanto o coração como o sangue do plano de Deus. Perder isso é perder o eixo, e com certeza, é perder tudo.

4 – Ser um seguidor de Jesus não envolve tanta imitação tanto quanto envolve implantação e imparcialização. Encarnação – a noção de que Deus conecta a nós na forma de um nenê e no toque humano – é a doutrina mais chocante da religião Cristã. A encarnação tanto aconteceu de uma vez por todas quanto o está em andamento agora, assim que Ele “que foi e que há de vir” agora é e vive sua vida ressurreta em nós e através de nós. Encarnação não se aplica somente a Jesus; se aplica a cada um de nós. Lógico, não da mesma forma sacramental. Mas próximo. A nós foi dado o Espírito de Deus que faz Cristo real em nossas vidas. Nós formos feitos, como Pedro colocou, “participantes da natureza divina”. Como, então, diante de uma tão grande verdade, podemos pedir por brinquedos e doces? Como podemos nos perder por dons tão inferiores e clamar por coisas tão religiosas e espirituais? Nós fomos tocados do alto pelo fogo do Todo Poderoso com fogo divino. A vida que venceu a morte – a vida ressurreta do Filho de Deus. Como não podemos ser atingidos também?

Para colocar uma questão: Qual foi o motor, ou o acelerador da vida maravilhosa de Deus? Qual foi o ramo principal desse comportamento externo? Foi isso: Jesus viveu a presença de seu Pai. Depois de sua ressurreição, este processo se moveu. O que Deus o Pai era para Jesus Cristo, Jesus Cristo agora o é para você e para mim. Ele é essa presença maravilhosa, e nós compartilhamos a vida de Jesus e seu próprio relacionamento com o Pai. Há um vasto oceano de diferença entre mandar os cristãos imitar a Jesus e aprender como encarnar um Cristo implantado. O primeiro termina em uma completa frustração. O último é o caminho para vida e alegria no nosso dia a dia e na nossa morte. Nós ficamos como Paulo: “Cristo vive em mim”. Nossa vida é Cristo. Nele vivemos, respiramos e somos. “O que Jesus faria?” não é Cristianismo. O Cristianismo pergunta: “O que Jesus está fazendo através de mim... e através de nós? E como Jesus está fazendo isso?” Seguir Jesus significa “Confie e obedeça” (responda), e viva sua presença pelo poder do Espírito.

5 – O “Jesus da história” não pode ser desconectado do “Jesus da fé”. O Jesus que andou pelas partes da Galiléia é a mesma pessoa que habita a igreja hoje. Não deve haver desconexão entre o Jesus do evangelho de Marcos com o incrível, todo-inclusivo Cristo cósmico que Paulo descreveu na carta aos Colossenses. O Cristo que viveu no primeiro século existia antes da história. Ele também tem uma existência depois da história. Ele é o Alfa e o ômega, Princípio e fim, A e Z, tudo ao mesmo tempo. Ele habita no futuro e no fim dos tempos ao mesmo tempo que ele habita em cada filho de Deus. A falha em abraçar essa verdade paradoxal tem criado problemas enormes e tem diminuído a grandeza de Cristo aos olhos do povo de Deus.

6- É possível confundir “a causa” de Jesus Cristo com sua própria pessoa. Quando a primeira igreja falava “Jesus é o Senhor” , isso não significava “Jesus é o meu valor principal”. Jesus não é uma causa; ele é real e uma pessoa viva que pode ser conhecida, amada, experimentada, entronizada e personificada. Focar em sua causa ou missão não é igual a focá-lo ou segui-lo. É muito possível servir “o deus” do serviço de Jesus em oposição a servi-lo com coração arrebatado que foi cativo por sua irresistível beleza e incompreensível amor. Jesus nos leva a pensar em Deus de forma diferente, como relacionamento, como o Deus de todo relacionamento.

7- Jesus Cristo não foi um mero ativista social ou filósofo moral. Considerá-lo dessa forma é tirar sua glória e diluir sua excelência. Justiça fora de Cristo é uma coisa morta. O único golpe que pode perturbar os portões do inferno não é o grito de Justiça, mas o nome de Jesus. Jesus Cristo é a personificação da Justiça, Paz, Santidade e Retidão. Ele é a soma de todas as coisas espirituais, o “atractor estranho” do cosmos. Quando Jesus se torna uma abstração, a fé perde seu poder reprodutor. Jesus não veio para tornar pessoas más boas. Ele veio para tornar pessoas mortas vivas.

8 – É possível confundir um conhecimento acadêmico ou teológico sobre Jesus com um conhecimento pessoal do próprio Cristo vivo. Os dois estão tão distantes um do outro quanto centenas de milhões de galáxias. A plenitude de Cristo não pode ser alcançada somente pelo lóbulo frontal. A fé cristã clama pela racionalidade, mas busca também alcançar os maiores mistérios. A cura para um grande cérebro é um grande coração.

Jesus não equipou seus discípulos com fichários de teologia sistemática. Ele deixou a seus discípulos corpo e respiração.

Jesus não deixou seus discípulos um sistema de fé bastante claro e coerente para que eles amem a Deus e aos outros. Jesus deu a seus discípulos feridas para tocar e mãos para curar.

Jesus não deixou a seus discípulos uma crença intelectual ou uma cosmovisão cristã. Ele deixou seus discípulos com uma fé relacional.

Cristãos não
seguem um livro. Cristãos seguem uma pessoa, e a essa biblioteca de livros divinamente inspirados, nós chamamos “A Bíblia Sagrada” como a melhor ajuda para seguir esta pessoa. A Palavra Escrita é um mapa que nos leva a seguir a Palavra Viva. Ou como Jesus mesmo colocou, “Toda a Escritura testifica de mim”. A Bíblia não é o destino, é uma bússola que aponta para Cristo, Nossa Estrela do Norte do céu.

A Bíblia não apresenta um plano para viver. As “boas novas” não são um conjunto de leis, ou um conjunto de inferências éticas, ou um novo e melhor PLANO. As “boas novas” são a história da vida de uma pessoa , como refletida no credo apostólico. O Mistério da Fé proclama esta narrativa: “Cristo morreu, ressuscitou e voltará”. O significado do Cristianismo não vem da concordância de uma série de doutrinas teológicas complexas, mas um amor apaixonado por um modo de vida na Terra que se resume a seguir a Jesus, que fala que amor é o que faz da vida um sucesso... não riquezas, saúde ou qualquer outra coisa: mas amor. E Deus é amor.

9 – Só Jesus pode consertar e preencher o vazio no coração da igreja. Jesus Cristo não pode ser separado de sua igreja. Enquanto Jesus é distinto de sua Noiva, ele não está separado dela. Ela é de fato seu próprio corpo na terra. Deus escolheu para vesti-la de todo poder, autoridade e vida no Cristo vivo. E Deus em Cristo só é conhecido plenamente através de sua igreja (Como Paulo disse, “A multiforme sabedoria de Deus – o qual é Cristo – que é conhecido através da “ekklesia”)

A vida cristã, então, não é uma busca individual. É uma jornada coletiva. Conhecer Cristo e fazê-lo conhecido não é um projeto individual. Aqueles que insistem em um vôo solo de vida será trazido à terra através de uma terrível queda. Pois Cristo e sua igreja são intimamente unidos e conectados. O que Deus uniu, que nenhuma pessoa separe. Nós fomos criados para vida com Deus; nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o próprio prazer de Deus e deleite é encontrado dessa mesma forma.

10 – Em um mundo que canta “Quem é esse Jesus?” e uma igreja que canta “Oh, vamos ser todos iguais a Jesus”, nós vamos cantar a plenos pulmões, “Oh, como amamos Jesus!”

Se Jesus se levantou dos mortos, nós temos que no mínimo nos levantar de nossas camas, de nossos bancos e sofás e responder à vida ressurreta do Senhor em nós, nos juntando à Jesus àquilo que ele se importa nesse mundo. Nós chamamos a outros para se juntar a nós – não nos retirando do planeta Terra, mas plantando firmes nossos pés neste planeta enquanto nosso espírito se eleva até os céus, até aquilo que agrada a Deus e que o encontra em seu propósito. Nós não somos deste mundo, mas nós vivemos neste mundo para os direitos e interesses do Senhor. Nós, coletivamente, como ekklesia de Deus, somos Cristo neste e para este mundo.

Que Deus encontre pessoas aqui na terra que sejam pessoas de Cristo, em Cristo e para Cristo. Um pessoal da cruz. Um pessoal consumido com a eterna paixão de Deus, o qual existe para a preeminência de seu filho, para sua supremacia e para que ele esteja à frente de todas as coisas visíveis e invisíveis. Um pessoal que tenha descoberto o toque do Todo Poderoso na face de seu glorioso filho. Um pessoal que queira conhecer somente a Cristo e ele crucificado, e deixe todas as outras coisas caiam de lado. Um pessoal que está desvendando sua profundidade, descobrindo sua riqueza, tocando sua vida e recebendo seu amor e fazendo a ELE em toda a sua insondável glória conhecido a outros.

Nós dois podemos discordar a respeito de muitas coisas – sejam elas eclesiologia, escatologia, soteriologia, isso sem mencionar economia, globalização e política.

Mas em nossos dois últimos livros – From Eternity to Here (Da eternidade para cá) e So Beautiful (Tão lindo) nós temos tocado trombetas unísonas. Esses livros são Manifestos desse manifesto. Cada um deles apresenta a visão que capturou nossos corações e que gostaríamos que fossem partes integrantes do Corpo de Cristo – esta “UMA COISA eu sei” (João 9:25) esta é a UMA COISA que une a todos nós:

Jesus o Cristo.

Cristãos não seguem o Cristianismo, Cristãos seguem Cristo.
Cristãos não pregam a si mesmos, Cristãos proclamam Cristo.
Cristãos não apontam para uma base de valores, Cristãos apontam para cruz.
Cristãos não pregam sobre Cristo, Cristãos pregam Cristo.
Há 300 anos atrás, um pastor alemão escreveu um hino ao redor do Nome acima de todos os nomes:

Perguntai que grande coisa eu sei
que me delicia e me comove tanto?
Que grande prêmio eu recebi?
Em qual nome me glorio?
Jesus Cristo, o crucificado.

Esta é a grande coisa que eu sei
que me delicia e me comove tanto:
fé naquele que morreu para salvar
Naquele que triunfou sobre o túmulo:
Jesus Cristo, o crucificado


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Jesus Cristo – o crucificado, ressurreto, entronizado, triunfante e vivo Senhor.
Ele é nossa busca, nossa paixão, nossa vida.
Amém.

Por Leonard Sweet e Frank Viola (tradução livre por Luís F. Batista) (Via dLIVEr Blog)